| September 2, 2007 |
| Tão pequeno Você atravessa a rua e olha para os dois lados (muitas vezes, mesmo quando a via é de mão única). É um gesto mecânico. Não há ali nenhuma emoção envolvida em particular. Raramente você se preocupa enquanto olha. É meramente uma confirmação. Olha. Nada vê. Atravessa. Olha. Vem um carro/ônibus/moto. Espera. Você calcula a velocidade do carro. Se for um fusca, provavelmente nem se dá a esse trabalho. “Dá para atravessar? Se eu correr um pouco, dá. Tenho que chegar logo no escritório/faculdade/shopping/minha cama.” Faz isso todos os dias, várias vezes ao dia. Acho que a gente esquece, sabe? Esquece o que sentimos na primeira vez que atravessamos uma rua, a mãe/pai segurando pela mão, a cara preocupada enquanto diz “ande rápido, é perigoso”, o coração da gente pulando feito doido. O som dos carros dando um baita medo, a sensação de perigo, meudeusmeudeusmeudes, passei!!! Daquele dia pra hoje, esse perigo triplicou. Mesmo assim, vamos no piloto automático, a cabeça em muitos outros lugares (e ao mesmo tempo). Um pequeno erro, uma leve diferença de cálculo e acabamos pintando o cenário de vermelho. Por uma distração, rompemos sonhos, vidas, deixamos alguns olhos lacrimejantes para trás. Fácil assim. Basta meramente um segundo. Pequenas coisas. A vida é variação sobre o mesmo tema. Pequenas coisas. Que compõem cenários maiores, ricamente detalhados, não se nega. Mas são os detalhes, o cuidado com que foram elaborados, a riqueza de significados que encerram, é aí que reside o sabor da obra. Fechamos os olhos para os detalhes com muito mais constância do que seria saudável. Ignoramos os pequenos gestos, a frase que quase foi dita, o olhar triste por um segundo, o suspiro quase imperceptível, o sorriso de canto de boca quase fora do cenário, aquela flor amarela ali no canto, atrás do balde com terra. Quantos detalhes ignorei até aqui? Quantas pessoas prejudiquei de alguma forma ao agir assim? Quantas vezes interrompi algo por não notar sua existência? Mais: quantas vezes ignorei meus próprios detalhes? O rosto cansado numa manhã, um sentimento incômodo alfinetando vez ou outra, o sabor das coisas faltando aos poucos. Ou o sorriso que brotou do nada, alguma alegria sem motivo no meio da tarde, os músculos relaxados após um trabalho bem feito. Pequenos detalhes. Não somos todos? Creio que “pequenos”, em relação à profundidade do espaço, é até um termo exageradamente grande para nos definir. E, mesmo assim, quantas complexidades carregamos! Quantos sonhos, sentimentos, experiências, quanto significado! Pequenas coisas. Seria bem melhor não diminuirmos a importância delas... |
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| September 19, 2007 |
| Leitura Dinâmica A coleção "O Pensamento Vivo" tinha o maravilhoso costume de colocar, ao lado da foto da grande mente retratada naquele volume, uma frase de impacto proferida pelo homenageado. Entre os ilustres personagens que estiveram em seus volumes, temos Marx, Rousseau, Pascal, Da Vinci, Darwin, Galileu, Ghandi, Einstein e até São Francisco de Assis. Enquanto isso, no Brasil.... Bruna Surfistinha manda essa pérola do "pensamento" humano: "Encontrei entre minhas pernas a chave da liberdade". E vende muitos livros. Muitos. Aonde é que essa gente está com a cabeça??? Ah sim, claro. Entre as pernas da Bruna Surfistinha, tentando descobrir "quem foi o tarado com fetiches bizarros que enfiou ali ATÉ uma chave". Estamos vivos. Mas cadê o pensamento, minha gente? |
| :: Por Caco, o Sapo às 02:11 PM :: 1 comments |
| September 21, 2007 |
| Os olhos mentem dia e noite a dor da gente Enquanto houver forças, sempre estarei em algum ponto deste ciclo de criação, destruição, recriação. Maldito post profético....
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| :: Por Caco, o Sapo às 06:10 PM :: Add a Comment |
| September 26, 2007 |
| In Paulo Vanzolini We Trust Nada melhor do que ver que, mesmo aquelas pessoas que você achava especiais, podem mentir, enganar, agir de maneira egoísta. É um tapa na cara, mas um tapa edificante. Você volta a lembrar que você sempre precisa se preocupar com... bom, com você mesmo. Ninguém vai fazer isso por você e nunca melhor ou mais do que você mesmo. Então, já que o tema musical estava em pauta, vamos de Paulo Vanzolini, que desde 1962 já sabia como recarregar o brio da galera.
(1962) Composição: Paulo Vanzolini Pamparampam..parapam parampapm Levanta, sacode a poeira Dá a volta por cima ! Pamparampam..parapam parampapm Levanta, sacode a poeira Dá a volta por cima ! Chorei, Chorei, não procurei esconder |
| :: Por Caco, o Sapo às 04:44 PM :: Add a Comment |
| September 26, 2007 |
| Lugar Nenhum Eu sou um cara de sorte: caiu em minhas mãos (mentira, eu fui pessoalmente lá buscar) o novo livro (mentira, é velho lá fora, aqui é que só publicaram agora) do Neil Gaiman, o melhor escritor de todos os tempos, na minha humilde opinião (mentira, ele É o melhor escritor de todos os tempos; simples assim). Isso prova que o mundo faz algum sentido (mentira, não prova nada; mas quer dizer que passarei váááárias noites em branco, devorando páginas e páginas de um ótimo livro, saboreando mais essa preciosidade do inglês doido e sensacional). Então, desculpem, vou lá aproveitar! (mentira: primeiro eu vou trabalhar feito um... feito um..., bom, feito um Camilo; depois, eu vou pra faculdade lutar contra o sono, o tédio e a vontade de correr pelado na rua, arrancando meus poucos cabelos; por fim, rumarei para MINHA casa, e é só aí que poderei aproveitar de verdade; e o tempo segue) Post-Scriptum: "Richard havia percebido que os acontecimentos são seres covardes. Eles nunca acontecem sozinhos: vêm numa matilha, pulando juntos sobre alguém ao mesmo tempo." Esperemos que os BONS também assim procedam, caríssimo Neil. |
| :: Por Caco, o Sapo às 05:36 PM :: Add a Comment |
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| .ie 5+ . .respeito .feedbacks |
| Kermit, the Fight Frog |
| .Estudante de Ciências Sociais na USP, doido de pedra. .Pretende se tornar um antropólogo - arqueólogo (sua carreira estará literalmente em ruínas). .Rock de quase todos os tipos. .Ao invés de soltar o Tyler Durden que há em cada um de nós pelas ruas, solta o verbo aqui nesse pedaço virtual de realidade humana. .Yeah , eu sou o paliativo dos humores de Jack... |
| Clube da Luta, por Caco |
| Arquivos Arquivos do CC Net Arquivos do Blig Stop Where is my mind? Way out in the water, see it swimming With your feet on the air and your head on the ground Try this trick and spin it, yeah Your head will collapse if there's nothing in it And you'll ask yourself Where is my mind? But God licks your face - just like your dog Succulent white, secrete revenge, god gives right for you & your laws, you kill & dine, in cold sublime We don't need who you think you are |
| Warning! |
| If you are reading this then this warning is for you. Every word you read of this useless fine print is another second off your life. Don't you have other things to do? Is your life so empty that you honestly can't think of a better way to spend these moments? Or are you so impressed with authority that you give respect and credence to all who claim it? Do you read everything you're supposed to read? Do you think everything you are supposed to think? Buy what you're told you should want? Get out of your apartment. Meet a member of the opposite sex. Stop the excessive shopping and masturbation. Quit your job. Start a fight. Prove you're alive. If you do'nt claim your humanity you will become statistic. You've been warned... Tyler |
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