| April 9, 2008 |
| Compleição Mutável Então, em um mesmo dia, me apareceram três textos (que, como sempre, pareciam brilhantes na minha cachola, mas não rendiam grande coisa no papel, ou na tela), dois versinhos sacanas e mais umas frases soltas, que eu fiquei repetindo mentalmente no ônibus, enquanto voltava pra casa (sim, que eu sou doido ninguém duvida; mas não há motivo para deixar isso tão claro, concorda?). Não me parecia adequado postar tudo aqui (e, muitas vezes, nesse processo seletivo bizarro, é justamente aqui que não publico nada), então fui categorizando os temas, na busca por alguma solução (caso você não saiba, tenho muitos blogs, feitos especialmente para não postar porra nenhuma, já que não ando escrevendo quase nada). Havia alguma coisa sobre o MAE (Museu de Arqueologia e Etnologia) e as manhãs agradáveis que passei por lá (é, muito provavelmente, um dos cantos que mais amo da universidade; o que não é assim tão difícil, porque não amo tanta coisa assim por lá). Havia também a retomada de um antigo “projeto”, de escrever para algumas figuras especiais (se não me engano, fiz isso apenas umas duas vezes por aqui, uma carta para deus e outra para Olga Benario; nenhum dos dois me respondeu, então deus não existe). Por fim, havia uma salada mista de cultura (inútil) POP, mais especificamente um mergulho em personagens de quadrinhos e sua profundidade (ou a falta dela). Eu tenho certeza de que falaria sobre Darkseid, Luluzinha, as inúmeras qualidades de projetos menores como Longshot e P.N.7 (eu tenho um vasto conhecimento sobre quadrinhos que não levam para lugar algum) e as minhas tirinhas prediletas de sempre, “Calvin and Hobbes” (algum dia criarei o meu blog definitivo, e ele se chamará “Felino Selvagem Psicopata Homicida”; não há como ser melhor do que isso). Claro, os dois versinhos sacanas. Um era bastante sórdido, brincando com palavras chulas, praticamente uma quadrilha de termos pornôs. Lembro-me bem de achar ridículo tanto sadismo nascendo de mim mesmo. Entretanto, ignorando o autor, achei-o profundamente excitante. Já o outro era um pouco mais perturbador, justamente porque fazia graça com coisas que, normalmente, não seriam de bom tom. Era quase uma releitura do primeiro, mas como que narrado por uma criança muito jovem, incapaz de compreender exatamente o que se passou (quase como se uma criança tentasse contar para seus amiguinhos de cinco anos o que diabos ele viu quando abriu a porta do quarto dos pais sem pedir licença). Por fim, as frases. De tempos em tempos, algumas delas me perturbam. Muitas são chavões idiotas, como “não precisamos comprar as brigas dos outros; especialmente, as brigas erradas”, ou “já o encontramos assim; ninguém tocou em nada, detetive”. São fragmentos de alguma leitura rasteira que, por algum motivo ainda não determinado, ficam a deriva, boiando na sopa quente de idéias do meu cérebro. Quando são estupidamente imbecis, afogo as coitadas com alguma canção pegajosa, daquelas que grudam na sua cabeça e só desaparecem depois de uma boa noite de sono (confesso que muitas músicas do Legião Urbana são perfeitas para essa tarefa). A coisa complica um pouco quando a tal frase é, na verdade, um fragmento de música (eu já perdi a conta das vezes em que um letreiro luminoso piscava “I believe I can see the future/ 'Cause I repeat the same routine” e similares entre minhas têmporas, horas a fio), porque aí a própria danadinha parasita seus pensamentos, a melodia repetindo-se indefinidamente no seu conceito de ouvidos (porque, no final, não há música mesmo, concorda? É só a idéia de música, tocando na idéia de ouvido, tudo fruto da sua imaginação). Raras vezes, porém, a frase que brota tem lá sua relevância. Uma recente era parte de um diálogo qualquer: o primeiro indivíduo pergunta algo como “o que te faz pensar que pode fazer isso, enquanto eu não posso?”. Nosso herói respondia, sorriso no rosto, “simplesmente porque você perde seu tempo com questionamentos desse tipo. A mim, pouco importa o que os outros pensam sobre minhas capacidades. Simplesmente, faço e deixo que os outros discutam a impossibilidade dos meus atos”. Parecia algo bacana de se dizer. Faltava, “apenas”, contexto e texto. É uma mistura de dito popular com frase famosa, não tenho dúvidas. Seria exatamente o contexto (e o texto) o que lhe conferiria relevância. Essa quantidade de segmentos sem conexão era um problema, esperando por ser resolvido. Mas aí havia também a casa, que precisava ser arrumada. Os dois trabalhos, precisando de atenção e organização. O texto-presente para minha mãe, que precisava ser passado a limpo. Os dois livros no criado-mudo, esperando pela continuação de sua leitura. Alguns poucos blogs que eu desejava ler. Alguns quadrinhos para devorar (particularmente, Hellboy e Promethea). Algumas estrelas que eu precisava contar, lá da área de serviço. Algumas doses de licor de marula que eu precisava degustar. A barra de chocolate light, esperando pelos dentes e língua animados. Aqueles cinco minutos de profundo silêncio, no escuro, sob as cobertas, em que você se abraça ternamente e curte a própria companhia. O cd da P.J. Harvey para escutar. O cd dos irmãos Cavalera, para chutar o balde (e o que mais estiver pela frente). Um ou dois rostos especiais para contornar com os olhos da mente. Dois ou três sentimentos para digerir. Dois segundos sem respirar, só para sentir um pouco de ausência. No final, nada feito. É o que há! |
| :: Por Caco, o Sapo às 11:26 PM :: 4 comments |
| April 17, 2008 |
| Meus tímpanos hermeneutas Eu sei que sou um “doente mental da cabeça”, mas porra, pensa bem! Você chega em casa, cansaaaaaaado, em uma semana na qual você não consegue chegar à 10 quando soma todas as horas dormidas até ali. Aproveita que as rádios de hoje são pura merda e coloca no aparelho algum cd apaixonante (no meu caso, poderia ser Automatic for the People) e passa uns 5 minutos quieto, sentado em seu sofá, a luz da cozinha iluminando preguiçosamente a sua sala.E vem o estalo. Aquela música, aquela, caramba, você já parou pra pensar? Ela é meio que um acidente, sabe? Um cara achou outro cara, que era amigo de um terceiro. Aí eles não tinham nada de útil para fazer (o que é bem comum, em se tratando dos seres humanos) e decidiram, sei lá, formar uma banda. E um dia um deles pensou em uma letra. Que ficava bem com a melodia que o outro estava assobiando. E o terceiro, bom, ele nunca fez nada mesmo, ele só toca e pega a grana no final do mês, mas todo mundo precisa de um guitarrista, vai. É um PUTA acidente! Uma sorte, uma coincidência, o “inefável” (lembram? Lembram? Faz tempo que eu não pego no pé de deus, vai... ok, não faz). A coisa toda poderia ter saído de n formas diferentes. Os músicos poderiam ser diferentes. Diabos, poderia não haver a tal banda! Mas existe. A música, a banda. E você. Bom, você também é um acidente (mamãe não te contou? Desculpa.). Agora reflita. Você, a banda e a música, ao mesmo tempo. Eles não te conheciam, não fizeram a música pensando em você (eles nem sabem quem você é e, provavelmente, nem querem saber, obrigado). A música não é pra você (e não, não existe coelhinho da páscoa, nem papai noel, pote de ouro no final do arco-íris, inferno, político honesto, lei da atração ou um deus barbudo; é tudo papo furado pra você andar na linha e não encher muito o saco). Acredite, a música não foi pensando em você, vai por mim.Ok, tem aquele peguete do Elton John que pode se gabar disso (aliás, só o Elton John para transformar uma mancada em uma declaração eficiente: “You see I've forgotten if they're green or they're blue / Anyway the thing is what I really mean / Yours are the sweetest eyes I've ever seen”). Mas é uma exceção. Voltemos à realidade. A música não foi feita para você, mas é, sim, sua. Você viveu para ver seu lançamento, experimentá-la em sua juventude (dela e sua, tanto faz), saborear cada segundo de onda sonora. Ela diz algo para você. Diz algo sobre você. Ela dá colo, anima, embala, te tira e te leva para a cama. Você conhece a sensação. O direito inalienável de posse sobre um punhado de palavras ritmadas, declamando sua intimidade. Você a veste, ela te acolhe. Você a digere, ela se instala em sua veia cava. Você a aperta, ela vasa sob seus miolos. Você transpira, ela escorre. Um tremendo de um mega, puta acidente. Uma em um zilhão. Você e a música, contemporâneos. Como calcular tais chances? Não que valha a pena tentar. Só o que importa é essa chance, essa sorte, esse acaso deslumbrante. Alguns acordes, e a vida volta a ser maravilhosa. Sei lá. A minha alma é melodia. Meu coração? Dois tímpanos. Só espero produzir ecos o bastante. |
| :: Por Caco, o Sapo às 10:37 PM :: 5 comments |
| April 22, 2008 |
| Responsabilidade privada Se não me engano, foi no final de 2006. Agora não tenho certeza, mas sei que já faz tempo. A questão era, basicamente, um problema de educação: a falta dela. O pessoal estava abusando da “infantilidade” no uso dos banheiros lá da empresa. Caiu no meu colo a função de produzir uma campanha mais eficiente. Bem, agora é preciso dizer o quanto eu amo o meu trabalho. E é muito, sem ironias. Eu sou apaixonado por solucionar problemas, fazer parte da resolução, da saída, do sucesso. Trabalho com afinco em tudo aquilo que me envolvo, sem falsas modéstias. Pois bem, campanha de higiene na empresa. Convenhamos, o que há de desafiador nisso? Há o fato de que ninguém leva isso a sério. Com isso em mente, achei por bem ser um pouco mais, digamos, direto. Mesmo porque, havia muito mais a se fazer e, francamente, de muito mais importância. A coisa funcionou bem, creio eu. Melhorou a higiene, ao menos. De qualquer maneira, os cartazes continuam lá até hoje. Estava relendo o do banheiro e achei que, talvez, vocês fossem gostar de ler. Par os meninos, a coisa era basicamente a seguinte:
O das meninas era um pouco diferente, mas o principal diferencial era esse item:
Fiz questão de um fundo simples no cartaz, com um desenho elegante. Para combinar. |
| :: Por Caco, o Sapo às 06:35 PM :: 3 comments |
| April 25, 2008 |
| Piada Pronta Batata! Não ia demorar nada, mesmo, para que dois sucessos nacionais se encontrassem. Pra variar, todo o Brasil vai assistir e comentar.
Mas relaxem. Se nem Padre que foi pra Jesus antes da hora e terremoto em São Paulo (eu estava no 30º andar; calcule) foram o suficiente, não é essa notinha boba que vai nos privar da delícia que é acompanhar, a cada segundo, a história da Isabella. Pode ser que o Boninho não faça mais BBBs, mas duvido que a Globo abrirá mão de jogar uma menina de um prédio, todo começo (meio) de ano. Será que vai rolar um prequel? REBOOT Meu, a Xuxa. ¬¬ Foi lá, falar com a mãe da menina. E saiu-se com essa: “Se na hora que foram ouvidos os gritos de 'pára papai', alguém tivesse ligado para a polícia e denunciado (sim, vamos ligar para a polícia toda a vez que um vizinho nosso estiver tentando controlar um filho pentelho; melhor, vamos passar nossos dias com o ouvido colado nas paredes; se uma esposa gemer mais alto, chamo a polícia ou os bombeiros, Xuxa? Pra quantos países você já foi?), talvez uma vida tivesse sido salva (Ahn... Xuxa, você já ligou pra polícia? Já viu quanto tempo eles demoram pra chegar?). Nos meus shows (você ainda faz shows? Quem vai? marlene mattos?), alerto para o fato de que um beliscão (prendam-me, sou um "Serial Squeezer" confesso), um empurrãozinho, uma pancadinha podem acabar num crime. Bater numa criança é crime (Posso bater em você, então? Tá me dando uma vontade...)”, Xuxa, faça um favor ao mundo: vá se foder.
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| :: Por Caco, o Sapo às 08:02 PM :: 3 comments |
| April 29, 2008 |
| Meu casamento gay Não nos víamos desde... Hum... Bom, há muito tempo. Quanto, não digo. Ela poderia me bater por isso (e não é bem força de expressão, isso eu posso dizer). Ela, olhos espertos, língua afiada, cérebro frenético, humor refinado, boca vermelha, pernas torneadas, saltos altos. Quase sempre. Ou seja, basicamente aquelas coisinhas que eu amo em uma mulher. O problema é que esses também são os atributos que ela curte em uma garota. Yep, a vida é uma comédia de sessão da tarde.
O telefone toca, mal cheguei do trabalho. Ela. Anos e anos sem falar, ver, nada mesmo. Desligamos quando já é hora de voltar ao batente. Cansados de tanto rir e falar besteira (e, aqui, estou sendo gentil e discreto ao usar o termo “besteiras”).
Dia seguinte, mesma coisa. Papo vai, papo vem, a proposta: - Ah, Caco, fica comigo? - ...? Como assim, porra???? - Caco? - Aqui. Hiperventilando. Como assim, fica comigo, doida? - Ah, sei lá, a gente sempre se deu tãããããããão bem. Não me julgue. Você nunca ouviu o “tããããããão” dela, não sabe a dureza que é resistir a algo assim. - Ahn... Sabe, não por nada, mas... Seu lance não era mais ou menos o mesmo que o meu? - É. E daí? - E daí??? É, e daí! Vai, caramba, seja um pouco sacana, meu filho... - Você tá namorando, Caco? Rapidamente, passo em revista todos os enroscos e becos malucos em que a minha vida amorosa bêbada e demente se meteu. - Definitivamente, não oficialmente. - Então, nem eu. Vaaaaaaaaai... Ah, era gostoso, a gente tinha química... Você é o único “o” da minha lista, sabia? Um elogio constrangedoramente delicioso de se ouvir. Você e eu sabemos que não é possível levar algo assim tão a sério, mas, poxa, queria ver você no meu lugar (na verdade, não queria, não; eu estava muito bem na situação, obrigado). - Sabia não... ah... Poxa, eu... (eheheh)... Ela delira por me colocar assim, tímido. Não é fácil. Não costumava ser, ao menos. Perdi o pique?
Mais algumas noites de papo, as contas de celular gordas como budas preguiçosos. E ela já sem saco (e, às vezes, acho que ela lamenta isso em um sentido literal), nunca havia um bom horário. - Você só me dá cano, Caco. - Me passou um comentário obsceno bastante relevante, agora. Melhor se acostumar...
Se você já tentou marcar alguma coisa comigo, você entende a dificuldade. Eu sou um péssimo, um péssimo-péssimo, um puta de um desgraçado gestor do meu próprio tempo. Eu nunca tenho tempo pra nada.
- Mas olha, é compromisso sério, viu? - Menina, isso não vai dar certo... Com que cara eu fico quando você chegar com marca de batom na camisa, mulher?
Um almoço-surpresa no meio da semana, um beijo violento. Falando sério, eu já não estava dando a mínima. Só porque eu não sou sacana, não quer dizer que eu não saiba ser. Combinamos um fim de semana de portas trancadas, que não chegava.
Uma quinta, chegando do trabalho, toca o celular. - Marido, onde é que fica essa sua casa, que não acho? Minha lendária incapacidade espacial se faz presente. Tento informar o melhor que consigo. E me cai a ficha: - Mas, peraí, você está vindo aqui agora? Tá passando de uma da madrugada... - Mas é hoje mesmo que eu te pego, Caco. Segura que em quinze minutos estou aí.
Deu tempo de um bom banho. Só porque você está cansado, não quer dizer que você precisa estar com cara de lixo. Ela chega, outro beijo violento e vamos nós para um barzinho qualquer.
Risos, saliva, vinho, saliva, piadas, saliva. Saliva. E mãos curiosas, ágeis, brincando sob uma toalha inocente. No que ela vai o banheiro, não demora quase nada, volta a garçonete. Linda garçonete. Linda é pouco, mas esse aqui não é um blog de putaria, caramba... E vem ela com um papo mole, macio, ronronado. Ah, saquei. Então esse é um daqueles dias. Em que, inexplicavelmente, tudo, absolutamente tudo, dá certo. Passo meu cartão com celulares e uma cantada que costumava funcionar. Pelo sorriso avermelhado dela, ainda funciona. And the Oscar goes to...A Patroa volta. A saliva vem apimentada. Meu drink favorito.
No carro, após rir interminavelmente de uma piada só nossa (somente, exclusivamente, eternamente nossa). Só porque eu sei ser sacana não quer dizer que eu consiga ser. - É... Pô, preciso te confessar uma coisa... Ela sorri maliciosa. - O que foi, Caco? - Eu fui um mau garoto. O sorriso serpenteia mais ainda, a olhada de canto, absolutamente excitante. - Tsc, tsc... O que o levado fez? Ela vai entender. Vai até se divertir. Pode ser um temperinho a mais nessa brincadeira. Sei, sei... - Então... Passei meu telefone pra garçonete quando você foi ao banheiro. Ela bate no volante, punho fechado. Rosto, idem. - Porra Caco, aí não. Eu tinha justamente ido cantar a danada!
E foi assim o triste fim do meu casamento gay.
E não, eu não procurei a garçonete. Pois é, claro, também pensei nisso. Nisso também. Mas eu prefiro não imaginar a confusão que isso poderia dar. |
| :: Por Caco, o Sapo às 05:03 PM :: 11 comments |
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| Kermit, the Fight Frog |
| .Estudante de Ciências Sociais na USP, doido de pedra. .Pretende se tornar um antropólogo - arqueólogo (sua carreira estará literalmente em ruínas). .Rock de quase todos os tipos. .Ao invés de soltar o Tyler Durden que há em cada um de nós pelas ruas, solta o verbo aqui nesse pedaço virtual de realidade humana. .Yeah , eu sou o paliativo dos humores de Jack... |
| Clube da Luta, por Caco |
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| If you are reading this then this warning is for you. Every word you read of this useless fine print is another second off your life. Don't you have other things to do? Is your life so empty that you honestly can't think of a better way to spend these moments? Or are you so impressed with authority that you give respect and credence to all who claim it? Do you read everything you're supposed to read? Do you think everything you are supposed to think? Buy what you're told you should want? Get out of your apartment. Meet a member of the opposite sex. Stop the excessive shopping and masturbation. Quit your job. Start a fight. Prove you're alive. If you do'nt claim your humanity you will become statistic. You've been warned... Tyler |
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